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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Suliformes
Família: Fregatidae
 Degland & Gerbe, 1867
Espécie: F. magnificens

Nome Científico

Fregata magnificens
Mathews, 1914

Nome em Inglês

Magnificent Frigatebird


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Fragata

A fragata (Fregata magnificens) é uma ave suliforme da família Fregatidae.

Também conhecidao por tesourão, fragata-comum, alcatraz, pirata-do-mar, ladrão-do-mar e guarapirá.

Nome Científico

Seu nome científico significa: Fregata magnificensfragata majestosa ou fragata magnífica.

Características

De acordo com Sick (1997), as fragatas são as aves com a maior superfície de asa por unidade de peso, com um comprimento de 85-100 cm e mais de dois metros de envergadura, pesando apenas 1,4-1,5 kg. O macho é preto e distingue-se por um saco gular vermelho. A fêmea é maior, tem cabeça anegrada e peito branco. Os juvenis têm cabeça branca.

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

Alimenta-se de pequenos peixes que sobem à superfície e são capturados com o bico em voos rasantes. É frequente a pirataria aérea sobre atobás, gaivotas e trinta-réis. É eficiente para localizar descartes dos barcos de pesca por arrasto, onde utiliza os peixes que flutuam como alimento. Não consegue mergulhar, pois não possui a habilidade de nadar.

[(Observação de um Usuário): Já vi alguns fazendo um meio mergulho, ou seja, não mergulham completamente, mergulhando apenas a cabeça e um pouco do peito]

Reprodução

As ilhas Moleques do Sul são o limite austral de ocorrência de colônia de reprodução e o único sítio de nidificação no estado de Santa Catarina. O início do período reprodutivo pode variar entre junho e agosto. A presença de vários machos com as bolsas gulares infladas caracteriza o início da corte. Os ninhos são construídos sobre arbustos e árvores, constituem-se duma plataforma rudimentar de gravetos que vai sedimentando com acúmulo de fezes das aves. Machos e fêmeas alternam-se na incubação do único ovo, como também no cuidado do filhote. O tempo de incubação varia entre 40 a 45 dias. A maioria das eclosões ocorre em novembro e dezembro. Os filhotes são nidícolas. Os jovens, apesar de estarem aptos ao voo com ± 4,5 meses de idade, ainda continuam recebendo alimento; a fêmea pode alimentar o filhote até ± 9 meses de idade. (BRANCO, 2004).

Hábitos

Molesta as outras aves à procura de peixes regurgitados. Muitas vezes os atobás em geral e a grazina conseguem se livrar das fragatas pousando na água, uma vez que estas aves não conseguem nadar pois não possuem gordura protetora, logo morreriam de frio rapidamente. Frequentemente podem ser observadas voando com urubus por longos períodos, chegando a voar sobre áreas urbanas e às vezes a vários quilômetros do mar. Já foram observadas fragatas voando em bandos com urubus em áreas de mata atlântica à distância de até 7 km do local marítimo. No dia 18 de dezembro de 2007 foram observados diversos indivíduos imaturos e um subadulto de fragata (Fregata magnificens Mathews, 1914) brincando em voo com um objeto pequeno e leve, semelhante a um chumaço de algodão, na ilha da Queimada Grande (24°29`S; 46°41`W), litoral sul do estado de São Paulo. Um indivíduo carregava o objeto no bico enquanto outros tentavam roubá-lo. O indivíduo detentor do objeto deixava-o cair por vezes, realizando um mergulho no ar para pegá-lo de volta. Nessas ocasiões, às vezes o objeto era pego por outro indivíduo e as perseguições continuavam. Esse comportamento é sem dúvida um tipo de treinamento para a fase adulta, quando as fragatas roubam os peixes de outras aves marinhas, como os atobás e trinta-réis, e competem por alimento com outros indivíduos da espécie (Sick 1997), servindo para desenvolver a musculatura, criar laços sociais e adquirir habilidades na obtenção e manipulação de presas (Ficken 1977), uma vez que os jovens não são tão eficientes em parasitar outras.

Distribuição Geográfica

É uma espécie de ampla distribuição geográfica, distribuindo-se, pelo Atlântico, nas Américas do Sul e Central, e, no Pacífico, da Colômbia ao Peru; no Brasil são encontradas colônias em Fernando de Noronha, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Referências

Galeria de Fotos